Unidades de Conservação são fundamentais no enfrentamento da crise climática, destaca presidente do STJ

As Unidades de Conservação (UCs) desempenham papel fundamental na proteção da biodiversidade, na manutenção dos serviços ecossistêmicos e no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. A relevância dessas áreas protegidas foi destacada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, durante a palestra magna de abertura da 1ª Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade (UCBIO), realizada em Curitiba, Paraná.

Em sua apresentação, o ministro ressaltou que as Unidades de Conservação constituem uma das mais importantes ferramentas de proteção ambiental disponíveis no Brasil. Segundo ele, essas áreas atuam como verdadeiras barreiras naturais contra os efeitos da crise climática, contribuindo para a conservação dos recursos hídricos, a proteção dos solos, o armazenamento de carbono e a manutenção da biodiversidade.

Herman Benjamin enfatizou que a proteção da natureza não deve ser vista apenas como uma medida ambiental, mas também como uma estratégia essencial para garantir qualidade de vida, segurança hídrica, estabilidade climática e desenvolvimento sustentável para as atuais e futuras gerações. Nesse contexto, destacou que as Unidades de Conservação são fundamentais para aumentar a capacidade de adaptação dos ecossistemas e das comunidades frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

O presidente do STJ também chamou a atenção para a importância de outros instrumentos previstos na legislação ambiental brasileira, como as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e as Reservas Legais. De acordo com ele, essas áreas complementam o sistema de proteção ambiental e contribuem significativamente para a conectividade entre habitats, a conservação da fauna e da flora e a manutenção dos processos ecológicos essenciais.

Durante sua fala, o ministro reforçou que a criação de uma unidade de conservação representa apenas o primeiro passo para a efetiva proteção dos ecossistemas. Para que essas áreas cumpram plenamente seus objetivos, é necessário garantir investimentos contínuos em gestão, monitoramento, fiscalização, pesquisa científica e educação ambiental. Além disso, destacou a importância da participação da sociedade e da articulação entre diferentes setores para fortalecer as políticas públicas voltadas à conservação da natureza.

A cerimônia de abertura da UCBIO também prestou homenagem à engenheira agrônoma e ambientalista Maria Tereza Jorge Pádua, uma das principais referências da conservação ambiental no Brasil. Reconhecida por sua atuação na criação e consolidação de diversas unidades de conservação, sua trajetória foi destacada como exemplo de compromisso com a proteção do patrimônio natural brasileiro.

A 1ª Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade reúne gestores públicos, pesquisadores, representantes de organizações da sociedade civil, especialistas e demais profissionais ligados à área ambiental. O evento tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos, discutir desafios e oportunidades para a gestão das áreas protegidas e fortalecer estratégias de conservação diante dos crescentes impactos das mudanças climáticas.

O debate reforça a necessidade de ampliar os esforços de conservação e de valorizar as Unidades de Conservação como instrumentos indispensáveis para a proteção da biodiversidade e para a construção de um futuro mais resiliente e sustentável.

Fonte: ((o))eco – UCs são frente de defesa contra crise climática, destaca presidente do STJ